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O Google anunciou nesta semana que pretende avançar com a tecnologia do AMP (Accelerated Mobile Pages) e convencer grupos que decidem padrões de internet a utilizarem o formato.

Em anúncio em seu blog oficial, a Google formalmente anunciou que projeta convencer grupos que decidem padrões de internet a utilizarem a tecnologia do AMP.

O Accelerated Mobile Pages ("páginas móveis aceleradas", em tradução livre) é uma framework da Google criada com intenção de fazer com que as páginas sejam carregadas mais rapidamente nos dispositivos móveis. Basicamente, ela funcionaria mais ou menos como os Instants Articles do Facebook. Quando o usuário tenta acessá-las, geralmente há o download instantâneo. Isso acontece pois os dados do texto já estão previamente baixados no aplicativo, diminuindo o tempo de resposta.

O que a Google quer fazer é transpor esta ideia para todo site que de possa encontrar por seu mecanismo de busca em plataformas mobile. Com isso, qualquer página teria a vantagem de, além de ter uma visualização instantânea, poder ser distribuída em várias plataformas e ser melhor posicionada nos mecanismos de busca.

Embora o vice-presidente de engenharia de busca da Google, David Besbris, considere a iniciativa “honestamente muito altruísta”, a comunidade de desenvolvedores web tem se mostrado relutante em adotar as práticas, não querendo ceder o controle de distribuição de informação para companhias gigantes da tecnologia.

Para que o site esteja dentro dos parâmetros da AMP, é preciso que os desenvolvedores façam algumas mudanças que envolvem colocar padrões bastante perigosos e utilizar um tipo de infraestrutura de como as páginas saem dos servidores da publicadora e chegam ao telefone do usuário. Ainda, a reclamação dos programadores é que as páginas apresentadas pelo AMP ainda são muito simples se comparadas com as páginas completas dos navegadores para desktops.

Por conta desta relutância é que a Google anunciou algumas mudanças na forma como deve implementar a plataforma. No lugar de colocar toda a internet em seu sistema de AMP, a Google agora quer desenvolver parâmetros, retirar as arestas apresentadas pelos desenvolvedores e transformar o AMP em padrão universal de conteúdo mobile que não tenha necessariamente a ver com o Google. Com isso, a empresa não só está desenvolvendo um novo padrão (ainda sem nome) que seja bom para a internet, mas pensando em um que as companhias, inclusive as concorrentes, possam adotar.

“O objetivo do Google é ampliar o suporte em recursos, como o Top Stories carrossel, para conteúdos do tipo AMP que atende a um conjunto de critérios de desempenho e experiência do usuário e implementa um conjunto de novos padrões da web”, explica Besbris.

Logo a postura da empresa com este anúncio é tentar descaracterizar a ligação que a comunidade tem entre AMP e o nome Google, quase que uma mensagem de que criar um padrão universal é importante mesmo que não seja feito pelo buscador da gigante.

Contudo, depois de desenvolvido todo o novo padrão, ainda é preciso que as empresas que desenvolvem aplicativos e páginas mobile o adotem. Para incentivar isso, a Google vai manter a proposta de posicionar melhor em sua plataforma de busca os que adotarem o novo padrão.

Embora a novidade possa não ter o potencial de excluir todas as críticas ao modelo do AMP, a discussão é um primeiro passo para uma proposta de discutir um novo padrão que seja mais rápido para o usuário final. Ainda não há uma expectativa de quando a empresa acredita que este novo padrão possa chegar ao mercado.

“Por mais de dois anos, a AMP tem sido um formato líder para criar experiências de usuário consistentemente excelentes na web, e o Google continua investindo fortemente nela [...] Com base no que aprendemos com a AMP, agora nos sentimos prontos para dar o próximo passo e trabalhar para suportar mais conteúdos instantâneos que não estejam baseados na tecnologia”, publicou a companhia em seu blog.

O Accelerated Mobile Pages funciona de uma forma semelhante ao Instants Articles, do Facebook, que permite que as páginas sejam carregadas mais rapidamente nos dispositivos móveis. No entanto, segundo a empresa, conteúdo precisará seguir um conjunto de futuros padrões da web e atender a um conjunto de critérios, objetivos e de desempenho do usuário para serem elegíveis.

“O objetivo do Google é ampliar o suporte em recursos como o carrossel de ‘Top Stories’ [na área de busca] para o conteúdo do tipo AMP que atende a um conjunto de critérios de desempenho e experiência do usuário e implementa um conjunto de novos padrões da web”, afirma.

Fonte: Olhar Digital